se vc vai às mesmas aulas de jornalismo com os mesmos professores, as chances sao q pensará parecido. bom, meu colega de UFF Marcos Lessa, em seu lessog, tbm teve reaçao parecida à minha à noticia dos assessores da presidencia fazendo gestos obcenos apos verem no JN q seriam “inocentes” pelo acidente do avião da TAM. a diferença é q o lessa tem uma sensibilidade e facilidade com as palavras mto maior q a minha, q sou um preguiçoso, relaxado e ainda desbocado q por alguma razao sempre soo agressivo mesmo qdo to tendo mil cuidados pra soar delicado (hmmm donzelo)

entao eu republico aqui o post do lessa, pra esclarecer um pouco meu ponto de vista tbm. o post se refere nao à noticia do JN, mas à manchete do O Globo do dia seguinte, com a seqüência de fotos dos gestos e a manchete “top, top, top”:

“Nada como um dia após o outro. Ontem, destaquei a primeira página do Globo como exemplo do que a imprensa deve ser, fiscalizando o poder em nome da sociedade, com responsabilidade.
Hoje, parece que o Globo voltou ao normal…
Seqüência de três fotos mostram o momento em que o assessor da presidência Marco Aurélio Garcia e um companheiro de trabalho comemoram a notícia de que o avião da teria um defeito, tirando Governo e órgãos de controle da aviação do papel de possíveis culpados pela tragédia. Não bastando, os dois fazem gestos bem conhecidos de todo brasileiro: o top, top, top, mandando tomar lá; e outro, dizendo que os inimigos se auto-fornicaram (copyright: LFV).
Primeiro: qual a necessidade de colocar essas fotos na primeira página? E mais: quais as conseqüências? Porque, para um povo ainda sensibilizado e revoltado com a tragédia, ver pessoas ligadas ao Governo Brasileiro com esse tipo de reação não ajuda em nada. Ao mesmo, tempo, nada informa. Ou melhor informarIA que eles ficaram felizes pela responsabilidade não ser deles.
Eu te pergunto: você reagiria diferente? Você, sendo um dos responsáveis pelo funcionamento da Nação e de seus espaços áereos, vê uma tragédia dessas acontecer. Cerca de 200 pessoas mortas. Ao se dar conta que você não foi responsável por isso – como estava sendo anunciado e suspeitado, com certa razão – você não ficaria aliviado?
(Não vou nem levar em consideração os gestos obscenos. Ficar discutindo isso é moralismo babaca que não vai nos levar a lugar algum.)
A edição da notícia induz o leitor a encarar a reação dos assessores como uma leviandade do Governo diante do drama das vítimas. O leitor pode pensar que estou defendendo o Governo com unhas e dentes. Na verdade, defendo um jornalismo responsável, queixa recorrente nessas queridas linhas blogueiras.
Outra questão é da visibilidade do canal de comunicação: já imaginou se o país inteiro flagrasse as piadas que você conta para os colegas de trabalho? O que pensaríamos de você, hein? Retirar do contexto privado uma conversa e transferi-la para um canal público traz sérias conseqüências, que devem ser muito bem pensadas antes de serem publicadas. Vide os grampos da PF, que ao serem vazados a torto e a direito transformaram alguns citados em culpados, e depois que nada é provado contra os mesmos fica a sensação da impunidade. Dessa vez, provocada pela falta de noção para levar as informações a público.
Bem disse meu colega Henrique, quase-profeta, comentando o post anterior: “Lessa,concordo com você, mas temos que manter o cuidado com a imprensa. Há uma grande companhia envolvida e até agora não foi demonstrado se o acidente foi provocado por problemas com a pista ou foi fruto de um erro humano. Esse é um excelente momento para bater nos órgãos federais que controlam a aviação, mas ainda não há provas de conexão entre os problemas de apagão aéreo e este trágico acidente”.
Senão, top, top, top pra todos nós…”

algumas considerações, levando em conta o q meu amigo joão disse em seus comentarios de meu post original sobre este assunto: sim, os dois assessores estavam em um local publico, “casa-sede do país” como joão colocou, de janelas e cortinas abertas. nao é o mesmo q estar com as janelas e cortinas abertas em casa, e aí seria um absurdo se estivessem filmando;

nao quero entrar no merito de quem faria o mesmo gesto na mesma situaçao pq nenhum de nós viveu a situaçao e mesmo q nos enchamos de moral e respeito nao podemos ter certeza q faríamos ou nao. a minha pergunta é: qtas vezes vc já nao fez um “top top top” ou “uhh” ao saber q fulano “se fudeu”? e se os relatorios tivessem provado q a culpa era toda do governo, vc em casa nao faria tbm um “top top top” pro lula? repito: isso nao perdoa a atitude do cara em face da morte de centenas e ainda mais em um local de trabalho e face da nação. só estou tentando demonstrar q esse jornalismo é sensacionalista, e é capaz de tornar até uma tirada de meleca em um ato atroz

como o lessa disse, uma noticia dessas, veiculada da forma como foi veiculada, só traz mais dor e decepçao em um período q o povo e as familias das vitimas nao precisam de mais nada disso, mas sim de respostas e soluçoes. tudo isso desviou a atençao do verdadeiro problema por uma semana, e continua desviando como vc pode ver pelo meu post. mas é nessa direçao q o jornalismo está apontado, no patrulhamento de pessoas e celebridades, em vez da cobrança e “fiscalizaçao” de medidas

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